Há algum tempo venho analisando o mercado de telecom e tenho tentado definir qual é o caminho do acesso móvel à internet. Sempre achei os celulares pequenos demais para uma navegação cômoda e, os notebooks, grandes demais. Isso tudo mundo sabe.

Aí surgiram os netbooks – notebooks menores, com pouca memória, na maioria das vezes sem HD mas pouca alma multimídia. E usando, claro, os serviços de cloud computing para armazenamento de arquivos.

Muitos passaram a considerar esta a salvação da colheita. Até eu. Mas ainda me incomodavam 1) a tela pequena demais; 2) a reprodução de vídeos, fraquinha; 3) a autonomia da bateria, um perigo.

Eis que esta semana almoço com o Richard Cameron, fonte minha das antigas e amigo querido que ocupa o cargo de diretor-geral da Nvidia para o Brasil e América Latina.

E o que ele me apresenta? Um tal Smartbook, protótipo de uma série que vai ser lançada aos poucos, por preços módicos e com acesso móvel (via plaquinha 3G ou chip).

E do que se trata o brinquedinho? Um aparelho menor que um netbook, com tela de 9 polegadas (haverá outras versões com telas de 10 polegadas) e GPU capaz de processar vídeos em full HD.

Mas e o teclado, como fica? Afinal, para pessoas com mãos pequenas como eu qualquer um é suficiente; mas para mãos masculinas, por exemplo, um teclado de netbook é pequeno e incômodo demais.

Pois a Nvidia vai lançar Smartbooks com teclados com 85% do tamanho dos “normais”, o que é suficiente para uma digitação confortável para mãos de quaisquer tamanhos.

O Richard me demonstrou a execução de vídeos e a qualidade é (só posso usar esta expressão) BIZARRA.
Outra coisa: a GPU é capaz de rodar tanto processadores como os dos celulares (do tipo ARM) como processadores de alto desempenho para processamento gráfico, especialidade da companhia. Ops, é isso mesmo!

O SO é Windows CE, mas isso nem incomoda, já que a interface é a mais simples possível. A ideia é que o aparelho seja totalmente plug-and-play. E só pra complementar (depois volto ao assunto): a autonomia da bateria é de VINTE dias em stand by.

Depois passo mais especificações técnicas, mas só posso dizer que as coisas vão mudar muito daqui pra frente com a chegada de mais essa espécie de “PC”.

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RSS Feed destes comentários 7 Comentários:
    1. Elis, devem ser muito bons sem duvida, mas e quando chega? Seremos lembrados?

    2. Como pode ser menor que um netbook se a tela tem 9′? Não é o tamanho da tela que determina o tamanho do equipamento?

      Outra coisa. Sem dúvida que a autonomia de 20 dias é impressionante, mas em stand-by não faz diferença nenhuma. Afinal não é um celular. O que importa é quanto tempo dura em uso, acessando a internet…

    3. Fiquei com outra dúvida. Netebooks com reprodução de vídeo fraquinha? Por que? Os netbooks não são capazes de reproduzir um vídeo ocupando toda a sua tela de 9′ ou 10′? Ou só o fazem com a imagem ruim?

    4. Rogério, a diferença desse é que ele tem chip de processamento gráfico!

    5. Rs… tive que me manifestar aqui também. Escrevo agora do meu Acer AspireOne, Intel Atom N270, 2Gb RAM/160Gb de HD, rodando Windows 7 Ultimate. Estou com ele há um mês, e foi uma compra interessante…

      Bem, como falei no tópico sobre o iPhone, troquei um E61 por um BlackBerry, e isso mudou minha relação com a Internet. Isso porque o E61 só navegava por WiFi em casa, e o BB tem o BIS. Logo, a qualquer momento tinha acesso ilimitado à Web – RSS, WLM, Skype, Facebook, Twitter, Email, tudo isso passou a andar comigo. Mas, mesmo tendo um excelente teclado qwerty e uma tela bastante decente, no final das contas você quer mais conforto para trabalhar, navegar e ler seus feeds, principalmente.

      Sempre fui usuário dos notebooks, tive de vários tamanhos e marcas. E as limitações são óbvias – andar com uma pasta no centro do Rio não dá mais, mochilas também já chamam certa atenção. Em SP nem se fala. O peso também incomoda bastante.

      Meu Acer foi a resposta. E sabe de uma coisa? O teclado é pequeno, mas nem tanto – me acostumei rápido, não sei ao certo mas deve ter por volta de 90% do tamanho do teclado de um notebook tradicional. A tela tem 10,1 polegadas, e não é nem tão pequena assim – para navegar e trabalhar, dá conta do recado. Fora essas limitações quanto ao porte do aparelho, é um computador normal. Não é lento, não trava. Claro que não jogo GTA nele, mas mesmo DVDs eu assisto com o drive externo. É um laptop, pequeno, que faz tudo o que o meu Dell Latitude D630 fazia, com o seu Core2Duo E7500 e os mesmos 2Gb de RAM, rodando Vista Business.

      Em suma… Eu não o trocaria por uma máquina com 9 polegadas, rodando WinCE. Gostaria muito de ter mais autonomia de bateria, mas para quem está habituado a laptops não é nada crítico – regulando o brilho, chega a durar 3 horas com apenas 3 células. E gostaria de ter vídeo HD, claro. Mas também é pedir um pouco demais para um gadget de 1.200 e pouco dinheiros.

      Enfim… é isso! Um Smartbook não substituiria meu netbook, nem meu smartphone – esse, que cabe no meu bolso e é meu fiel companheiro 24 horas por dia. O smartbook caberia no bolso? Se a resposta é positiva, teria o mesmo conforto de uso de um netbook mais recente?

      Complicado…

    6. Pois bem, se o resultado é pelo processador, ainda, contando com uma GPU específica para gráficos, porquê a diferenciação – os ditos netbooks possuem desde 7 até as atuais 10 e poucas polegadas – de nome? Creio sim que com o passar do tempo, a grande tendência realmente é a durabilidade da bateria (os macetes estão aí, diminuir-se o brilho, desligar itens não utilizados bluetooth e wi-fi etc) bem como as funcionalidades e facilidades (como peso) e começou-se pelo drive de CD/DVD que realmente acaba sendo dispensável para o uso diário (uma unidade externa é viável além de ser multi-plataforma). Diga-me Elis, isso já existe a bastante tempo e não vingou, agora após a Asus reapostar as fichas cresceu e decolou, a Palm tentou e vinha com um produto diria eu associado ao telefone e a crítica caiu de pau e ela desistiu – eu bem que queria um desses em mãos pois creio que não era ruim assim não (será que ela destruiu tudo ou se consegue diretamente rsss). Há mercado ou é mais uma forma até salutar de concorrência para um nicho, aliás grande nicho?!

    7. have a bit of money put aside. If I get you some, put you ashore . . .”
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