Eis a opinião sobre o assunto “desbloqueio de aparelhos como estratégia para crescer” de quem entende do assunto: Luis Minoru Shibata.
“Até pouco tempo atrás quando estava mais envolvido com isso, as pesquisas sempre mostravam cobertura como o item prioritário para os consumidores. O problema é que até por falta de esclarecimento, muita gente confunde se a qualidade do serviço está bom/ruim por causa da rede ou por causa do aparelho (Ex. Esse aparelho não pega X A rede da operadora A é muito ruim).
Com o aumento da utilização, o item “bateria” se tornou importante, que para o consumidor é o aparelho. Porém, vale ressaltar que a performance da bateria depende da cobertura da operadora, mas que não é de conhecimento público geral. Quanto melhor a cobertura, menos energia do aparelho é gasta. Quanto ao desbloqueio, as operadoras estão testando novos modelos. Até porque a compra de aparelhos começou a ser menos racional e mais emocional (valor é “secundário”).
Assim, as operadoras estão mantendo o “custo de aquisição/manutenção de clientes” mas trocando de foco. Ou seja, ao invés de subsidiar aparelhos, melhorar a comunicação e o serviço de atendimento. O interessante será ver como os fabricantes irão se comportar, já que hoje eles venderam “mais” graças ao subsídio das operadoras. Indo direto para o varejo/usuário, a tendência é também haver uma mudança (distribuição, comunicação, etc.). Mas também… os fabricantes deixar de ser tão “fiéis” as operadoras, ou seja, para vender mais terão que embutir aplicações e conteúdo, que até hoje foi muito em parceria com as operadoras. Ou seja, a mudança não é tão “simples assim”. Veremos
”


Concordo com o Luis. E diria que o futuro, ao menos para as operadoras, não estará na venda/preço de um aparlho X ou Y…. estará na gama de SERVIÇOS que ela oferecerá ao seu cliente. Até mesmo o quesito cobertura, num futuro mais ou menos próximo, tende a se equalizar (já estão rolando testes de sharing de equipamentos… além do compartilhamento já existente – e largamente apoiado pela Anatel – de torres/estruturas), até pq a tendência é que fiquemos com umas 3 grandes operadoras no Brasil.
Pra mim, o grande diferencial, portanto, serão os serviços agregados… facilidades de uso em roaming, pagamentos, aplicativos, convergência com outros serviços de entretenimento… Como bem disse o Luis, a mudança não é tão simples assim!
abs!