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iPhone 4: antena, retina display e câmera
Afinal, o que mudou do 3GS para o iPhone 4? Muito pouco. Para quem já havia baixado o OS 4, as mudanças são quase “perfumaria”. A não ser pelo design: na primeira “pegada”, o iPhone 4 dá a sensação de ser mais pesadinho (apesar de, na verdade, o peso a mais ser quase insignificante). O aparelho está menos curvilíneo e mais quadradão. Mas o vidro dá um charme a mais e garante uma maior resistência ao equipamento, o que dá mais alívio ao dono.
A função Multitarefas continua boba. Isso mesmo: boba! E nada comparável à do N900 da Nokia, que, aquilo sim, é ser multitasking. No iPhone (3GS a partir do download do OS 4 e iPhone 4) a função Multitarefas significa apertar duas vezes o botão principal (que faz as vezes de Home) e poder usar vários aplicativos “abertos” ao mesmo tempo. Mas não é bem assim. Em primeiro lugar, é preciso que os aplicativos estejam atualizados para o firmware em questão – por enquanto, a maioria não está.
Demonstrado como a grande surpresa do iPhone 4, o aplicativo FaceTime é realmente uma boa surpresa. Pena que não vem ativado automaticamente (eu ainda estou esperando a Vivo ativar o meu recurso). Cheguei a usá-lo em apresentação da Vivo – e adorei! Mas fico pensando na praticidade disso – será que desejo mesmo ver a cara de todo mundo na minha tela? Pior: quero mesmo que as pessoas tenham acesso à minha careta na tela? Fico pensando na quantidade de tempo que gastaria em maquiagem só pra não passar vergonha…
Brincadeiras à parte, como a câmera pode ser “virada”, me interessa o FaceTime para mostrar às pessoas o que acontece ao meu redor. Mostrar meu filhote Gui fazendo gracinhas enquanto falo com a minha mãe que mora no interior, por exemplo. Tudo bem que minha mãe terá de ter um iPhone 4 e uma rede Wi-Fi à disposição, escolha da Apple para garantir maior qualidade para o aplicativo (já que as redes 3G ainda oscilam em muitos lugares).
Dizem por aí que a Apple está pensando em “autorizar” o FaceTime para redes 3G e isso pode potencializar o uso do aplicativo, uma vez que no Brasil os hotspots ainda são raros. Mas é claro que aqui há de se pensar no preço que o serviço pode vir a ter, já que terá de passar pela rede da operadora, que vai querer ganhar – e muito – com isso.
O iPhone 4 também está mais rápido, com um processador de 1GHz e a câmera é um ganho excepcional. Não é só o fato de ter, agora, 5 megapixels de resolução. Todos os smartphones já o trazem há muito tempo. Mas a câmera está muito mais rápida, pode-se escolher a opção do flash automático ou não e, claro, “filmar” o que está acontecendo ao redor (e a si mesmo) usando a segunda câmera. Prato cheio para aqueles que sonham com a fama nas redes sociais.
E nunca me canso de dizer o como a tela está melhor: a tal “Retina Display”, novidade que chegou com o novo modelo, torna a tela mais brilhante, colorida e confortável.
Nokia N900: o verdadeiro multitarefas
Estive com o N900 da Nokia pela primeira vez pouco menos de um ano atrás, durante um congresso de Symbian realizado em Londres. Estava louca para conhecê-lo e descobrir se a interface do Maemo (sabor de Linux criado pela Nokia) seria mais simples que o Symbian, o sistema operacional que a Nokia teima em não largar – não sem razão, mas depois falamos sobre isso.
À época, achei o aparelho pesado, mas como o executivo só me deixou brincar com ele um pouquinho fiquei com vontade de dar mais uma chance. O tempo que passei com ele, lá em Londres, foi o suficiente pra sacar que a Nokia estava sendo para lá de ousada ao lançar um aparelho pesado e grandalhão. De novo. E com um plus a mais: apostando num sistema operacional novo, que ninguém ainda tinha usado – apesar de ser Linux.
Eis que agora a Nokia me emprestou o N900, passei duas semanas com ele e me encantei, apesar dos (poucos) pesares. Pude testá-lo o suficiente pra descobrir, por exemplo, que ele é, de longe, o melhor aparelho multitarefas ao qual já tive acesso. “O iPhone também é”, podem dizer alguns. Amigos, até hoje não tinha me deparado com um telefone capaz de carregar várias funções ao mesmo tempo de forma com que o usuário possa acessá-las abertas, enquanto passeia pela área de trabalho. E tudo muito rápido! Este é o maior destaque do N900, mas não é o único.
O grande porém é o peso, que realmente incomoda. E o tamanho também! Ele poderia ser menor e mesmo assim ter tantos apetrechos sensacionais.
À primeira vista, o touchscreen resistivo incomoda – ele é um pouco mais “duro” que o capacitivo, usado pelo iPhone e por outros modelos disponíves no mercado. A estranheza dura algumas horas, mas passa e logo, logo a gente se acostuma com ela. Incômodo de lado, a interface do Maemo é cristalina! Rápida, eficiente, e o botãozinho azul que fica no alto do lado esquerdo da área de trabalho faz bem as vezes de “Home”. Ou seja, brinca-se à vontade, alternando entre as funções, e não há como se perder: basta clicar no tal botão e começar tudo de novo, ou seja, chegar em “casa”.
A câmera (5 megapixels) é um barato – dá para brincar com todas as bobagens que não fazem a menor falta mas que a gente quer ter: etiquetas, configuração de brancos, exposição de imagem, resolução, sensibilidade, ISO (100, 200 e 400), exposição, panorâmica, resolução (média, alta, baixa). Também dá para editar a foto direto na tela e fazer pequenos recortes. Ao salvar a imagem, dá para selecionar a opção de enviá-la para Facebook, Flickr ou OVI. Também dá para usar geo-tagging, ou seja, marcar a foto através da localização.
O aparelho tem toda e qualquer conectividade: Wi-Fi, Bluetooth full, Mail for Exchange, contas Voip e IM (Instant Messaging), saída de TV e contas de “partilhamento” com Facebook, OVI, Flickr ou outras redes, como a Tweego. Tem também sincronização com PC via PC Suite. Também traz o Transmissor FM, que já foi liberado no Brasil pela Anatel.
(mais…)
Quem tem iPhone tem fome
Já comentei aqui com vocês que tinha comprado uma bateria extra para o iPhone, a Mophie. Na verdade, é uma capa carregadora que, uma vez você ficando sem energia alguma (o que é a coisa mais comum) basta colocar a capa e ganhar uma vida nova. O problema é que a Mophie também não dura muito tempo. Ou seja, para quem usa muito o iPhone, principalmente aplicativos, e em 3G, acaba precisando de ainda mais bateria.
Pois agora parti para a ignorância – comprei um kit carregador chamado Griffin que traz um carregador veicular, um carregador de parede e uma “bateria” sobressalente – na verdade, um “rabo” que você conecta ao iPhone e ganha mais uma vida.
Mas será que tudo isso é necessário? Não é incrível que um aparelho tão moderno não seja capaz de poupar energia? E olha que eu já não deixo o Bluetooth ligado, desligo o localizador, mas acabo usando muito Twitter, SMS, Facebook etc e sempre fico na mão. Agora sou obrigada a andar com um kit que inclui o carregador veicular, o “rabo” e o Mophie. É ou não é uma penúria?
Atualização de firmware Motorola
Tem gente que não anda muito feliz com as atualizações de software de seus Androids. Quer dizer, andam reclamando da falta delas. Citei aí abaixo o exemplo do software do Xperia X10; agora, a Motorola resolveu anunciar que os aparelhos Milestone, Dext e Backflip não receberão a atualização para o sistema Android 2.1 ou superior no Brasil, segundo uma tabela de atualização divulgada pela empresa.
Um cronograma lista as regiões que vão receber a atualização para Android 2.1 ou que estão aguardando avaliação. O Milestone só receberá atualizações nos EUA, Europa, Canadá, Ásia e Pacífico. O Backflip só receberá upgrade de firmware nos Estados Unidos. A América Latina e o México não receberão a atualização para os dois modelos.
Já o Dext não vai receber atualização na Europa, América Latina e México. Mas não está certa a atualização nem nas outras regiões, ou seja, talvez o Dext não evolua seu sistema e ponto.
Ah sim: o Milestone não receberá atualização nem para a versão Android 2.1 nem para a 2.2.
Quer saber mais? Visite a página de suporte com o cronograma de atualização de firmware para todos os modelos Motorola Android: http://tinyurl.com/yagkrfc.
Os pecados do SE Xperia X10
Em relação às funções Timescape e Mediascape, a sensação é de que a Sony Ericsson deu uma de Google – quando lançou o Google Wave, descontinuado recentemente. Sim, porque quando o Wave saiu, constatou-se que as pessoas não estavam preparadas para aquilo tudo e a Google foi obrigada a voltar atrás e ir lançando os produtos aos poucos, começando com o Buzz (outro fiasco).
Com o Timescape a coisa é meio assim: a princípio ele é um aplicativo que faz com que as atualizações de redes sociais, contatos e e-mails fiquem “passando” na tela do celular, sendo atualizadas enquanto vão nascendo. Ótimo. Mas cansa.
Erro número 1 da tal função: ela é lenta; erro número 2: ela consome muita bateria; erro número 3: ela é chatinha e acessar um tweet através dela, por exemplo, é uma tortura; erro número 4: em menos de uma hora, o pobre aparelho gera uma certa antipatia por parte do usuário.
E aquela paixão avassaladora vai se desvanecendo…
Mas mesmo assim é um belo aparelho. Que precisa de um upgrade de firmware. Mas é uma bela surpresa.




