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O preço do iPhone 4S

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Regis Thomé

Com a divulgação dos altos preços do iPhone 4S cobrados pelas operadoras e pela própria Apple, começou a gritaria. A reclamação era previsível, mas sempre temos uma esperança de que as coisas vão melhorar… Ainda mais depois que a Apple descobriu nossa existência e, além de ter lançado a iTunes Store Brasil, passou também a nos oferecer aparelhos desbloqueados (iPhone 3GS, iPhone 4 e iPhone 4S) através de seu site.
Preços do iPhone 4S 16GB desbloqueado:
TIM: R$ 1.899
Vivo: R$ 2.049
Claro: R$ 2.149
Oi: R$ 2.299
Apple Store: R$ 2.599

Mas por que o iPhone é tão caro?

A explicação está numa série de fatores. Pra começar, a Apple cobra caro pelo iPhone. Em qualquer lugar. O custo do iPhone 4S 16GB está estimado em US$ 188. O mesmo aparelho custa US$ 649 nos Estados Unidos quando comprado dollar apple 150x150 O preço do iPhone 4Sdesbloqueado e sem contrato com operadora. Isso mesmo: mais de três vezes o seu valor de custo. Todavia, se o consumidor americano comprar o aparelho numa operadora e assinar um contrato de dois anos, o valor cai para US$ 199, divididos em até 12x.

Já por aqui, a duração máxima permitida para o contrato entre o cliente e a operadora é de um ano, o que deixa o consumidor mais livre, mas estimula menos o subsídio por parte das telefônicas.

E como temos toda uma gama de corruptos para financiar uma das mais altas cargas tributárias do mundo, é impossível falar do preço de algum produto vendido por aqui sem citar os impostos nele embutidos. Ainda mais quando importados, como é o caso do iPhone: 80%. Sim, essa é a soma dos impostos incidentes sobre os aparelhos de telefone celular (16% de Imposto de Importação, 15% de IPI, 1,65% de Pis, 7,6% de Cofins e 18% de ICMS, em cascata e por dentro no caso do Pis, Cofins e ICMS). Ainda temos que levar em consideração também outros custos tais como frete, taxas, transporte interno, etc.

Mas você quer mesmo o novo celular da maçãzinha? Bom, se você não conseguir ganhá-lo em algum sorteio ou vender o seu antigo a um bom preço, a melhor maneira de adquirir o novo aparelho é usar os pontos da operadora e/ou comprá-lo vinculado a um contrato com valor mínimo mensal a pagar.

Outra alternativa é comprar o aparelho desbloqueado no exterior e pedir a algum parente ou amigo trazer para você. A Receita Federal permite que se traga de viagem um celular, desde que sendo de uso pessoal do passageiro (fora da caixa e dos plásticos), não incidindo impostos sobre o bem. “Uma máquina fotográfica (ainda que possua função “filmadora”), um relógio de pulso, um telefone celular (inclusive smartphone), um aparelho reprodutor de áudio/vídeo portátil, ou pen drive, usados, por exemplo, estão abrangidos pelo conceito de bens de caráter manifestamente pessoal” (fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/Aduana/Viajantes/PerguntasRespostas/Default.htm). Os objetos de uso pessoal não integram a cota a qual o passageiro tem direito.

Pessoalmente, achava que a Apple venderia o iPhone 4S a um preço competitivo em sua loja, mas era pedir demais e ser muito ingênuo aventar a possibilidade dela concorrer com as operadoras…

iTunes ponto com ponto br

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Olha só, não é bem por aí não. A Apple enfim lançou a versão BRASILEIRA do iTunes, mas ainda cobrada em dólar (dizem que em breve será em REAIS). Pelo menos vamos poder usar um CEP e não um zip code. Mas o preço das músicas é convidativo (US$ 0,99) e, de tempos para cá, ficou mais fácil baixar uma música pagando do que “pirateando”. Nos EUA já há uma cultura formada, que não passa tanto pela “ética” mas sim pela simplicidade e pelo preço baixo.

E cá entre nós: é muito melhor ter um arquivo redondinho, sem defeitos, do que baixar um troço qualquer em torrents e depois descobrir que era uma piada do Costinha.

ESTAVA MAIS DO QUE NA HORA de a Apple chegar aqui e é um absurdo que só tenha vindo agora. Mas convenhamos: nem tudo é culpa dela. Em primeiro lugar, não deve ser nada fácil lidar com a mentalidade tacanha que as gravadoras ainda conservam, em segundo lugar, a legislação brasileira ainda é muito complexa no que diz respeito a direitos autorais e, pior, a classificações etárias. E é isso que impede, por exemplo, que games como o Angry Birds, febre mundial, cheguem ao país.

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Site do Ministério da Justiça - Angry Birds

A Apple pode até não ter tido muito boa vontade com a gente (nossa carga tributária é bizarra, a pirataria é enorme, dentre outros defeitos), mas quando a coisa emperra no Ministério da Justiça, aí, meu amigo, é “orar” ou ficar sem.

Mas há motivos para comemorar, sim. Quanto à iTunes Store, já estão à disposição, obras de artistas brazucas (Roberto Carlos, Chico, Caetano, Ivete, Maria Rita, etc e tal) e filmes nacionais (Tropa de Elite) para download, além da versão em português. Os dois já deviam ter chegado há uns 5 anos, mas ok, ok, antes tarde… A notícia mais legal, no entanto, é a chegada da Apple TV e do iTunes Match (para salvar arquivos nas nuvens e, depois, compartilhar com equipamentos Apple). No meu caso, que uso MacBook, iPad, iPhone e iPod, nossa, é melzinho na chupeta.

O Brasil recebe a iTunes Store junto com mais 15 países latino americanos – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. E, por enquanto, nada de games. Se bem que, como mostra a tela (essa imagem aí do post) do site do Ministério da Justiça capturada pelo nosso Régis Thomé, a Rovio (desenvolvedora) bem que está tentando…


Windows 8 – A reimaginação da Microsoft

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Regis Thomé

A Microsoft apresentou ontem a próxima versão do Windows – codinome Windows 8 – em sua conferência para desenvolvedores na Califórnia. A empresa também mostrou em detalhes as novas ferramentas para desenvolvedores que ajudarão na criação de aplicativos para mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo que utilizam o Windows diariamente. Sim, um bilhão.

Era pós-PC? Não, apesar de apresentar o sistema principalmente em um tablet da Samsung (com direito a botão estilo iPad com a logo do Windows) que traz dock e teclado, a Microsoft não citou a morte do PC, pelo contrário.

“Nós reimaginamos o Windows”, disse Steven Sinofsky, presidente da Divisão do Windows e Windows Live na Microsoft, em seu discurso de abertura para milhares de desenvolvedores. “Do chipset à experiência do usuário, o Windows 8 traz uma nova gama de possibilidades, sem abrir mão de nada.”

screenshot startScreen page Windows 8   A reimaginação da Microsoft

Sinofsky disse que é a maior mudança do Windows desde o Windows 95 e destacou os novos recursos do sistema.

Interface do usuário que prioriza toques e gestos

O Windows 8 introduz uma nova interface denominada Metro, criada para dispositivos sensíveis ao toque, que mostra informações importantes de uma forma simples e com mais controle. A intenção é fornecer uma experiência de navegação rápida e leve através do toque

Mais maneiras de trabalhar com aplicativos avançados e conectados

Plataforma de aplicativos: as aplicação no estilo Metro criadas para o Windows 8 são o foco da experiência do usuário e preenchem toda a tela.

Os aplicativos podem funcionar juntos e comunicam-se entre si no Windows 8, permitindo facilmente selecionar e enviar fotos por e-mail de locais diferentes, como Facebook, Flickr ou do próprio HD/SSD.

O conteúdo que você cria é sincronizado em todos os dispositivos. Atualiza em tempo real na nuvem todo o conteúdo dos serviços que mais utiliza (fotos, emails, calendário e contatos) e os mantêm atualizados em todos os seus dispositivos. Com o SkyDrive, é possível acessar o conteúdo de qualquer lugar com a sua conta Microsoft.

Funções básicas aprimoradas

Segundo Sinofsky, o Windows 8 é construído sobre a base sólida do Windows 7 e oferece melhorias em desempenho, segurança, privacidade em um sistema confiável, preservando os recursos favoritos dos usuários avançados e tornando-os ainda melhor. Para aqueles que exigem o máximo de seus PCs, o Windows 8 traz um Gerenciador de Tarefas e Windows Explorer aprimorados e novas opções flexíveis para configurações em vários monitores.

Novas oportunidades para desenvolvedores

A loja online Windows Store permitirá que os desenvolvedores vendam seus aplicativos em todos os cantos do mundo onde o Windows for vendido, estejam eles criando novos jogos ou ferramentas de produtividade clássicas. O DirectX 11 e a arquitetura do Windows 8 têm por objetivo realizar uma excelente integração com hardware de forma a possibilitar melhores experiências (sobretudo em jogos), deixando a ação mais uniforme e sem travas.

Nova geração de hardware

Com suporte a chipset baseado em ARM, dispositivos x86, dispositivos sensíveis ao toque e a sensores, o Windows 8 funciona com todo tipo de dispositivo, de tablets de 10 polegadas a laptops e telas “tudo em um” de alta definição de 27 polegadas.

Com o Windows 8, os novos PCs ultrafinos e tablets ligam instantaneamente (menos de 10 segundos), e a promessa é que funcionem o dia todo com apenas uma carga e permaneçam conectados à internet para que o PC esteja pronto a qualquer momento. O sistema é executado até mesmo em PCs com configurações modestas e é compatível com os dispositivos e programas utilizados atualmente no Windows 7.

Realmente, conforme os rumores anteriores ao anúncio do Windows 8, a interface do sistema é bem semelhante a do Windows Phone. Se o Windows possui um bilhão de usuários em todo o mundo, por que não se aliar a uma grande fabricante de celulares e colocar praticamente o mesmo sistema operacional nesses telefones? Pensando dessa forma, o casamento da Microsoft com a Nokia tem, ao menos em teoria, ótimas perspectivas.


Toc toc toc!

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Alguém por aqui? Sim, eu sei que ando sumida e a culpa é minha. Faltou tempo e também estava me adaptando à rotina da coluna nova no Tech Tudo da Globo.com. Espero que vocês estejam acompanhando!
Temos muitos assuntos a tratar. Vou dar um breve panorama sobre o que ando fazendo pra vocês sacarem que temos mesmo muita coisa pra ser posta em dia.
Estou testando o Samsung Nexus S, o novo celular do Google; vou receber ainda esta semana o Nokia N8 e estou usando o iPad junto com o iPhone – e os dois são, sim, complementares.
Vamos voltar a conversar? Morrendo de saudades do blog!
Vamos que vamos?


A fortuna de Bill Gates

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Está em todos os jornais online hoje: mais de 30 bilionários americanos se comprometeram a doar pelo menos 50% de suas fortunas à caridade, como parte de uma campanha criada pelo investidor Warren Buffett e pelo fundador da Microsoft, Bill Gates.

Ambos conseguiram juntar um time que traz também o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg; o executivo de entretenimento Barry Diller; o cofundador da Oracle, Larry Ellison, além de Ted Turner, David Rockefeller, o magnata do setor energético T. Boone Pickens e o investidor Ronald Perelman.

A campanha até ganhou um site, chamado “The Giving Pledge” (A Promessa de Doar).

Sempre tive dúvidas a respeito de Gates – nunca concordei com os métodos predatórios da Microsoft e, muitos anos atrás, era daquelas repórteres de tecnologia que costumavam escrever Micro$oft. Só de galhofa, mas com o intuito de criticar.

Mas nunca contestei o outro lado de Gates, o da doação. Aliás, o americano tem em sua cultura o hábito da filantropia, o que no Brasil não é espontâneo, não é cultural.

Por isso, mesmo ainda considerando os métodos da Microsoft pouco “louváveis”, dou um viva à atitude de Gates e Buffett. Que eles inspirem não só os bilionários, mas os cidadãos em geral – até você, que pode doar alguma coisa, nem que seja tempo, para o próximo.


Google Wave: nesta onda eu vou

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Já que estamos falando de mergulho, que tal falarmos de onda? Pois aderi ao Google Wave, a nova abordagem da Google para ferramentas de comunicação. O que achei? À primeira vista, fiquei muito confusa. Mas dei sorte e encontrei vários amigos plugados por lá, que me ajudaram a desbravar um pouco o novo território.

google wave1 Google Wave: nesta onda eu vou

Por que estou falando isso? Um colega meu de trabalho, nerd de formação, indiano de nascimento e brasileiro por adoção, está no Wave há umas semanas e ainda não conseguiu achar muitas pessoas por lá. Assim, ele anda solitário e eu entrei mais pra dar uma força. Imaginem um Facebook e um Orkut sem pessoas para conversar/ler/compartilhar?

O que posso dizer do Wave depois de um dia de navegação? Que me parece uma solução ótima para o trabalho em conjunto – as tais “Waves” são assuntos, temas, debates que você cria e agrega pessoas para colaborar/discutir. Logo no primeiro dia, fui convidada a participar de uma Wave de dicas sobre… Google Wave!

É legal porque as pessoas ficam conversando todas na mesma tela, como um grande chat. E elas nem precisam estar na sua lista – basta estarem surfando na mesma “Wave”, ou seja, “onda”. Essa ideia, cá entre nós, é sensacional!

Ainda não deu tempo de testar a ferramenta de compartilhamento/edição conjunta de arquivos, mas estou doida para ver qual é.

Ah sim: consegui meu convite através de uma fonte do Google e ainda não tenho convites para doar. Já tenho umas quatro encomendas e depois posso pensar em doar para vocês icon wink Google Wave: nesta onda eu vou


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