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Confissões sobre o Samsung Galaxy SII
Thatiana Viana
Durante anos fui cliente fiel da Nokia. Tive um N95 e não conseguia me livrar dele por nenhum iCoisa ou N que aparecesse. Precisei mudar, já que meu velhinho não estava acompanhando o ritmo de trabalho. Dessa forma, fui atrás de outro para substituí-lo.
Depois de muita pesquisa, entrei na loja e pedi ao vendedor um smartphone que tivesse boa câmera, agilidade e boa conexão. E eis que me cai nas mãos o Samsung Galaxy SII.
É desnecessário dizer que o design encanta. E ele tem muito mais do que pedi ao vendedor. Preciso de Word? Está na mão! Excel? Também! Quero ler um livro? Readers Hub! Acessar Twitter, Facebook, etc? Configuração simples e rápida pelo Social Hub! Ainda por cima, contas de e-mail configuradas em poucos toques. E por falar em rapidez, como esse brinquedinho é rápido! Android rodando macio, ágil e fácil.
A câmera de 8 megapixels faz coisas que deixam a câmera de 5MP do meu velho amigo N95 envergonhada. Não, isso não é um publieditorial pago pela Samsung. Pelo contrário: paguei um precinho salgado pelo prazer de tê-lo – R$ 1.800, na loja da Oi. Valeu o preço? Muito. Difícil agora é tirar meu very smartphone das mãos.
Vamos às especificações, segundo o site oficial da Samsung (http://www.samsung.com/global/microsite/galaxys2/html/specification.html ):
- Tamanho: 125.3 x 66.1X8.49mm (cabe na palma da minha mão);
- Display: 4.3 polegadas; WVGA SUPER AMOLED Plus* (toque leve e pouco afeito a riscos, e olha que o aparelho testado em questão anda rodando sem proteção numa bolsa de mulher. Ou seja, um perigo!);
- Memória: 16GB/32GB – MicroSD;
- Bateria: 1650mAh (dura que é uma beleza, mesmo para aqueles que, como eu, passam dia e noite usando);
- Sistema operacional: Android 2.3;
- E-mail (POP3/IMAP/SMTP, SSL/TLS), Exchange;
- Áudio: MP3, OGG, AAC, AAC+, eAAC+, AMR-NB, AMR-WB, WMA, WAV, MID, AC3, IMY, FLAC, XMF (som alto, claro e facilmente ajustável);
- Vídeo: MPEG4, H.264, H.263, WMV, DivX, Xvid, VC-1;
- Quatro Hubs: Social Hub / Readers Hub / Music Hub / Game Hub (todos de fácil configuração e amplo conteúdo);
- Rede: HSPA+ 21Mbps/ HSUPA 5.76Mbps, EDGE/ GPRS Class 12, Quad band GSM 850/900/1800/1900, Quad band UMTS 850/900/1900/2100;
- Processador: Dual Core.
Vivo x Nextel:briga boa!
Essa sim é uma briga boa: enquanto a Nextel prepara o lançamento de seus serviços de telefonia celular usando a recém-adquirida licença 3G, a Vivo ataca o principal diferencial da Nextel – o rádio com conexão direta e ilimitada. A operadora líder lançou, hoje, seu serviço Vivo Direto, nada mais nada menos que o push to talk sobre 3G e não sobre IDEN (tecnologia adotada pela Nextel). Trata-se de um sistema que modula e estabelece os timings de comunicação.
A Vivo está apostando nas tarifas e também nos preços dos aparelhos (a partir de R$ 99, contra R$ 299 no mínimo pela Nextel, isso de acordo com a Vivo). O serviço sai por R$ 29,90 mensais, sem um centavo a mais – lembrando que este valor é apenas para o plano de rádio (o Vivo Direto), mas o cliente precisa ter um plano de voz.
A Vivo começa o serviço – por enquanto, apenas no Rio, em Porto Alegre e em Curitiba, no segundo semestre nos outros locais – oferecendo quatro aparelhos habilitados: o BlackBerry Curve 9300, o LG GU 295, o Nokia 2710 e o Alcatel OT-900, todos com câmera de mais de 2 megapixels (o que não quer dizer muita coisa, mas vá lá).
Estamos testando o serviço com o Alcatel e com o Blackberry e a primeira impressão é boa – o barulhinho é novo (dá para não usá-lo e nunca vamos nos cansar de lembrar isso), o serviço é simples e não há delay. Diferentemente do que acontecia com serviço parecido lançado pela Vivo e pela Claro em 2005 e que não decolou justamente porque havia uma lentidão incômoda. Agora, a tecnologia é EDGE/3G e é instantânea. É claro que conta a favor da Vivo o fato de ter uma cobertura infinitamente maior: 3.663 municípios,contra 385 da Nextel, já que toda a base Vivo está usando ou EDGE ou 3G.
Hoje me perguntaram no Twitter se o intuito da Vivo é chegar firme e forte na classe C com o lançamento do serviço. A Vivo não tem nada de boba e não foi à toa, portanto, que chegou aos seus quase 64 milhões de usuários. É claro que lançar o serviço no Rio, neste momento de retomada de comunidades importantes, faz todo sentido. Mas disse Paulo César Teixeira, presidente da Unidade de Mercado Individual daVivo, que a operadora também mira no segmento corporativo e no público jovem. Afinal, todos preferem planos sobre os quais tenham controle absoluto, sem surpresas no fim do mês.
Para quem espera lançamento do serviço para Android, pode ser que no ano que vem aconteça. Mas para usuários de iPhone, bem, como sempre estarão de fora. E quanto ao roaming internacional, outro trunfo da Nextel, Paulo Cesar disse que a operadora está estudando a viabilidade de roaming com países que contam com serviços da Telefonica, mas que ainda não há nada concreto.
Banda larga e 3G
Não são a mesma coisa, concordam? Leiam o que escrevi sobre o assunto na coluna do TechTudo da Globo.com.
Aliás, por onde andam vocês? Saudades!
Motorola Defy, o “inquebrável”
Terminando a série Motorola, mais um modelo fresquinho lançado pela Motorola é o Defy. Antes de qualquer coisa, vale dizer que ele é o mais resistente aparelho que já tivemos o prazer de conhecer. Tudo porque usa a chamada Gorilla Glass, tela altamente resistente que é capaz de aguentar chaves, socos e adversidades de todos os tipos. E olha que tentamos: enfiamos uma chave com toda a força na tela e…nada!
A tela com Gorilla Glass é perfeita para quem tem gatos espertos e para as mulheres que usam bolsas que carregam de um tudo (como a nossa). Suporta água, poeira, chuvas, bebida derramada e quedas na areia (perfeito para a praia, mas a Motorola nada falou sobre banhos no mar). A tela é grande como a do Milestone 2 – tem 3.7 polegadas, o que a torna extremamente confortável para a navegação na internet.
O Defy também usa interface MotoBlur, suporta Adobe Flash Player, usa a tecnologia CrystalTalk Plus com dois microfones inteligentes capazes de eliminar ruídos de fundo durante as ligações. Sim, os smartphones também fazem ligações de voz…
Mais uma novidade interessante do Defy é o Connected Media Player, aplicativo que não só é capaz de reconhecer as músicas tocadas no ambiente como encontrar, comprar e baixá-las a partir do próprio aparelho. O aparelho também traz instalada a loja de aplicativos Market, que hoje já soma mais de 80 mil aplicativos, widgets e jogos, além do pacote básico do Google.
O preço do Defy para o mercado brasileiro é de R$ 1.399 (desbloqueado e sem subsídios).
Motorola Spice: do Brasil para o mundo
O Motorola Spice é um modelo de entrada (smartphone mais simples) slider vertical (desliza para cima e para baixo) desenvolvido no Brasil. Roda Android 2.1, é 3G, tem Wi-Fi, GPS e Bluetooth full. De interessante, traz as funções Flashback, que organiza os eventos no aparelho (informações e atualizações, aplicação que pode ser personalizada e não se parece com a chatíssima Timescape do Xperia X10).
Dentre elas estão entrada de SMS, MMS, redes sociais, e-mails, etc. Traz ainda o Backtrack, espécie de mouse que permite que o usuário não precise ficar tocando na tela o tempo todo. Na prática, trata-se de um painel sensível ao toque localizado na parte de trás do aparelho, que possibilita uma navegação mais rápida.
O Spice também tem tela capacitiva e permite pinch to zoom (usar os dedos em formato de pinça para dar zoom). O aparelho tem design muito simpático com formato arredondado e usa 25% de plástico de pós-consumo reciclado em sua carcaça, seguindo as diretrizes de sustentabilidade estabelecidas pela Motorola.
A câmera do Spice é de 3 megapixels e traz facilidades para compartilhamento de imagens e vídeos em redes sociais – como todos os modelos Motorola Android que têm sido lançados. Dos widgets que já vêm carregados de fábrica constam o Facebook e o YouTube. O modelo traz sete telas diferentes para customização da área de trabalho pelo usuário. Para compra de aplicativos, oferece as lojas Market (típica de Android) e a Shop4APPs.
O preço divulgado do Spice é de R$ 799 (desbloqueado e sem subsídio de operadora).
Milestone 2: uma bela surpresa
O modelo Milestone 2, apresentado pela Motorola, chegará ao mercado brasileiro no início de novembro (assim como o Spice e o Defy, dois outros lançamentos), O aparelho já roda Android 2.2, última atualização do sistema e é bem parrudo: tem processador de 1GHz, interface MotoBlur (que o Milestone 1 não tinha), câmera de 5 megapixels com flash de LED duplo, reconhecimento de rosto e auto-retrato, captura e reprodução de vídeo de alta qualidade (720p HD), capacidade de memória de até 32GB (8GB de memória interna), tela de 3.7 polegadas, Bluetooth full, Wi-Fi, suporte para Enterprise Exchange e entrada para fone de ouvido padrão 3.5mm.
Quanto ao teclado, a entrada de texto pode se dar através do teclado físico quanto do multitouching e do teclado Swype (já usado também pelo aparelho IDEN I1 (Nextel/Motorola).
As grandes novidades do Milestone 2, no entanto, vão além do sistema Android mais moderno: ele pode se transformar em um hotspot móvel 3G, sendo capaz de conectar até cinco aparelhos usando o Wi-Fi, criando uma rede móvel particular.
Outro diferencial é o suporte total e irrestrito ao Adobe Flash Player, deficiência que o iPhone, da Apple, continua mantendo, ainda mais depois que Steve Jobs, o capitão da Apple, abriu fogo cerrado e nada amigo contra a Adobe.
A tela do Milestone 2 é capacitiva, multitouching e com funções pinch to zoom (zoom usando os dedos) e doube tap zoom (zoom com dois toques dos dedos). A tela capacitiva, que a Nokia ignorou no seu N900 e parece continuar ignorando, torna a navegação muito mais intuitiva e simples.
No quesito software, o Milestone 2 traz todo o pacote Google (já que é Android), incluindo Google Maps com Latitude e Street View, Search, Gmail, YouTube e Google Talk, além de contatos Google, Calendar e GPS usando Google Maps. Suporta emails do tipo IMAP/POP3, Gmail, Yahoo Mail, Corporate Sync e Push Mail. Visualiza mas não edita arquivos Office. Uma boa surpresa é a presença da rede social profissional LinkedIn pré-instalada no aparelho.
O preço do Milestone 2 já foi divulgado: desbloqueado e sem subsídios de operadoras, sai por R$ 1.699 (preço cheio).







