feeds: Posts | Comentários
busca
Xperia, Milestone ou iPhone?
Vou aproveitar o email enviado por uma amiga querida e responder logo aqui, caso alguém tenha a mesma dúvida. Já adianto que posso dizer com convicção: das três opções, a mais simples e amigável é o iPhone.
Já disse muitas vezes que é dificil comparar o iPhone com qualquer outro aparelho – são frutas diferentes, animais diferentes, espécies diferentes. O iPhone é um prosseguimento das mãos do usuário e é tão simples que meu Gui, de apenas 2 anos e 2 meses, manuseia o aparelho com maestria, desbloqueia, passeia pela tela, chega no aplicativo desejado e o seleciona, sem pestanejar.
O iPhone tem um quê emocional muito grande que só quem tem um sabe. Ele é O aparelho; é a sua cara; é O seu companheiro. Mas não é perfeito, mesmo com as melhorias implementadas pelas novas versões de seu sistema operacional OS.
Eu baixei o OS4 e fiquei encantada: a câmera está infinitamente mais rápida, o recurso de multitarefas facilita bastante, principalmente para quem usa muitos aplicativos ao mesmo tempo. É o meu caso: estou sempre alternando entre Echofon (Twitter), Facebook, três contas de e-mail, Safari, App Store. E aí basta apertar duas vezes o botão de “Home” e ter acesso a tudo ali, diretinho.
São muitas as melhorias no novo sistema. Mas mesmo assim a bateria acaba rápido demais; as imagens geradas pela câmera podiam ter melhores resoluções e por aí vai.
O Milestone, para quem testou, é a resposta para as preces e para as deficiências do iPhone. Mas a bateria também não dura muito e, sinceramente, acho ele muito trambolhão. Mesmo assim, compraria e recomendo. A câmera é o que há de bom e o Android está bem amadurecido.
Já o Xperia X10 é uma bela surpresa que, a primeira vista, deixa o iPhone no chinelo – isso porque eu não queria comparar. O aparelho é bonito (apesar de meio grande); tem excelente câmera de 8 megapixels com função de câmera digital Sony; faz excelentes vídeos; facilita o acesso às redes sociais e os widgets arrastáveis, assim como a aba retrátil, características do Android, são excelentes. Mas a bateria também dura pouco e a Sony Ericsson errou ao oferecer as funções Timescape e Mediascape de forma tão, digamos, confusa.
Não fossem esses dois pequenos deslizes, eu indicaria o Xperia em vez do iPhone. Ah sim: a versão de Android usada pelo Xperia (1.5) ainda é arcaica e cheia de bugs. A esperança dos usuários é que seja liberada uma atualização do firmware para que o aparelho fique tinindo. E aí sim, ok, talvez eu o compare livremente com o iPhone. Mas que o aparelho arrebenta, ah, isso é fato!
Mas a resposta que minha amiga Bianca quer é: compre o iPhone se você não precisa de uma grande câmera e tem paciência para carregar o celular todo dia; compre um Milestone se quer uma câmera excelente, um aparelho parrudo, uma interface simples e se você tem paciência para carregar todo dia; compre o Xperia X10 se você acredita que vai rolar mesmo uma atualização de firmware (versão de sistema operacional), se você quer a melhor das câmeras e se tem paciência para ficar vendo as atualizações de redes sociais passeando como loucas pela sua tela (timescape).
Vamos falar do Motorola Quench?
Depois do teste do Dext, chegou a vez de comentarmos o Motorola Quench, modelo que está comigo para testes e também é muito simpático.
Pra começo de conversa, vale dizer que os dois são bem diferentes, apesar de rodarem o mesmo sistema operacional: Android. O Quench me parece “mais feminino”, mas a sensação pode ser efeito da capinha vermelha que veste o modelo que chegou pra eu testar. Para os homens (ou mulheres, digamos, mais sóbrias), no entanto, no kit vem uma capa sobressalente, em cor mais “solene” – um cinza bem discreto.
O Android (1.5, vulgo Cupcake), travestido de interface MotoBlur, transforma a navegação numa experiência muito simples. O touchscreen, capacitivo, é gostoso de mexer e se assemelha muito ao do iPhone, tirando o multitouching, que o Quench não tem.
O Quench também tem acelerômetro, ou seja, a tela “roda” da vertical para a horizontal, de forma um pouco mais lenta que o iPhone, mas nada que incomode.
O modelo tem Wi-Fi, Bluetooth (que não permite troca de arquivos, infelizmente), geo-tagging (marcação de imagens pela localização) e rádio FM stereo. O chip (Qualcomm) é de 528MHz, ou seja, não é dos mais rápidos do mercado, mas também não pode ser considerado lento. Traz cartão microSD de 2GB no pacote (expansível para até 32GB) e GPS, como não podia deixar de ser. Ou seja, ele tem tudo o que a maioria dos celulares têm, e isso é bom. Principalmente porque ele é voltado para a massa – não é um high end, embora tenha todas as funções de um.
O pacotão Google, comum nos modelos Android, dá uma agradável sensação de familiaridade – estão lá o Google Maps, o YouTube, o GTalk, o Gmail e a busca Google.
A câmera é excelente – dá um banho na do iPhone 3GS – é de 5 megapixels, com autofocus, flash LED e grava vídeos. Depois que a imagem é capturada, há um ícone à disposição na tela para compartilhamento imediato – seja para Picasa, e-mail (e Gmail), mensagem multimídia e compartilhamento de fotos Motoblur.
A tela inicial é menos poluída que a do Dext – mas também permite acesso rápido a redes sociais, contatos, navegador, etc. O usuário, aliás, tem plena liberdade para configurar a página inicial (desktop) do aparelho, escondendo ou abrindo todas as funções através da aba retrátil. E não precisa ser um gênio para fazer isso, basta clicar (logo de cara) em “novidades” e configurar o que se deseja ter na tela. Que aliás, tem um tamanho bastante confortável – 3.1 polegadas, total touchscreen. O aparelho conta também com a ajuda de cinco botões (Menu, Busca, Home e, o do meio, um pouco mais duro, faz as vezes de “enter”).
Para quem necessita de aplicativos de trabalho, o Quench fica devendo – só tem visualizador de documentos, mas quem precisa disso tendo em mãos um aparelho tão friendly – que me desculpem o estrangeirismo, mas só essa palavra me vem à mente para definir o Quench.
Aliás, um dos segredos do Quench é justamente ser amigável – na configuração, na navegação e no preço – no Submarino, ele sai por R$ 999.
Motorola Dext: simpático e divertido
Já estou brincando com um Motorola Dext há algum tempo (obrigada pela paciência, Motorola!) e fiquei bem encantada com o aparelho. Primeiro porque a interface Android (ele usa versão Android OS, v1.5) melhorou muito, ficou mais intuitiva e ganhou um verniz simpático que, sinceramente, vai ser muito difícil suplantar.
Não é à toa, assim, que a Motorola e muitas outras marcas resolveram apostar no sistema que nasceu dentro da Open Handset Alliance (OHA), capitaneada pelo Google.
O Dext aposta na personalização e na conexão do usuário (um público mais jovem, dá para notar pela interface) que está interessado em redes sociais.
Se este é o objetivo principal, o Dext atingiu sua meta. Além dos aplicativos “instaláveis” na área de trabalho, o aparelho também trabalha com o conceito de “aba retrátil”, típica do mundo Android, que deixa ali, no cantinho, todas as funções básicas de quaisquer celulares, como configurações, programas clássicos, e-mail, além da parte multimídia como galeria de imagens e de vídeos, câmera de fotos (5 megapixels) e filmadora.
O aparelho tem 1GB de memória interna, o que não é muito comum – iPhones têm muito mais, mas não aceitam cartões de memória. No caso do Dext, ele aceita cartões microSD e já traz um de 2GB incluído.
A bateria é de impressionar – em stand-by fica carregado mais de 320 horas. E isso eu testei até a última gota. E é fato. Aliás, para quem achava que a Motorola nunca mais ia acabar com péssimo gerenciamento de bateria, acreditem que esse não é mais um problema, pelo menos não grave. Se você usar muito a internet para acesso a e-mail e redes sociais, não há bateria que resista muito tempo.
A entrada de dados tanto se dá na tela (touch) quanto via teclado full QWERTY, o que ajuda na hora de trocar mensagens via redes sociais ou aplicativos de mensagens instantâneas.
Vamos falar mais do Dext e também do Quench, que também testei.
Motorola e Android
Ainda não consegui vir postar sobre as várias novidades que a Motorola apresentou esta semana em San Francisco. É claro que vamos falar sobre todas elas. Mas para quem ficou curioso pra conhecer o Moto Blur, eis uma espécie de simulador que a Motorola está usando pra demonstrar o produto.
Motorola: portas abertas para o Android
A notícia já era esperada, mas agora é oficial: a Motorola anunciou o lançamento de recursos avançados para o desenvolvimento da plataforma Android, através de um novo Programa de Aceleração de Aplicativos e o MOTODEV Studio para Android Beta.
Na prática, isso significa que desenvolvedores terão acesso antecipado a um conjunto de ferramentas e programas para a plataforma Android, capitaneada pela Google e também pelos membros da Open Handset Alliance (OHA), além da oportunidade de estes participarem do próximo MOTODEV Summit, evento que será promovido em San Diego, na Califórnia, EUA, no dia 6 de outubro.
Na ocasião, diz a Motorola, haverá treinamento e acesso a informações complementares para o trabalho na nova plataforma. O objetivo é acelerar a criação de aplicativos que serão utilizados nos dispositivos Android que a Motorola vai lançar ainda este ano.


