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Nokia N900: o verdadeiro multitarefas

4 comentários

Estive com o N900 da Nokia pela primeira vez pouco menos de um ano atrás, durante um congresso de Symbian realizado em Londres. Estava louca para conhecê-lo e descobrir se a interface do Maemo (sabor de Linux criado pela Nokia) seria mais simples que o Symbian, o sistema operacional que a Nokia teima em não largar – não sem razão, mas depois falamos sobre isso.

À época, achei o aparelho pesado, mas como o executivo só me deixou brincar com ele um pouquinho fiquei com vontade de dar mais uma chance. O tempo que passei com ele, lá em Londres, foi o suficiente pra sacar que a Nokia estava sendo para lá de ousada ao lançar um aparelho pesado e grandalhão. De novo. E com um plus a mais: apostando num sistema operacional novo, que ninguém ainda tinha usado – apesar de ser Linux.

Eis que agora a Nokia me emprestou o N900, passei duas semanas com ele e me encantei, apesar dos (poucos) pesares. Pude testá-lo o suficiente pra descobrir, por exemplo, que ele é, de longe, o melhor aparelho multitarefas ao qual já tive acesso. “O iPhone também é”, podem dizer alguns. Amigos, até hoje não tinha me deparado com um telefone capaz de carregar várias funções ao mesmo tempo de forma com que o usuário possa acessá-las abertas, enquanto passeia pela área de trabalho. E tudo muito rápido! Este é o maior destaque do N900, mas não é o único.

O grande porém é o peso, que realmente incomoda. E o tamanho também! Ele poderia ser menor e mesmo assim ter tantos apetrechos sensacionais.

À primeira vista, o touchscreen resistivo incomoda – ele é um pouco mais “duro” que o capacitivo, usado pelo iPhone e por outros modelos disponíves no mercado. A estranheza dura algumas horas, mas passa e logo, logo a gente se acostuma com ela. Incômodo de lado, a interface do Maemo é cristalina! Rápida, eficiente, e o botãozinho azul que fica no alto do lado esquerdo da área de trabalho faz bem as vezes de “Home”. Ou seja, brinca-se à vontade, alternando entre as funções, e não há como se perder: basta clicar no tal botão e começar tudo de novo, ou seja, chegar em “casa”.

A câmera (5 megapixels) é um barato – dá para brincar com todas as bobagens que não fazem a menor falta mas que a gente quer ter: etiquetas, configuração de brancos, exposição de imagem, resolução, sensibilidade, ISO (100, 200 e 400), exposição, panorâmica, resolução (média, alta, baixa). Também dá para editar a foto direto na tela e fazer pequenos recortes. Ao salvar a imagem, dá para selecionar a opção de enviá-la para Facebook, Flickr ou OVI. Também dá para usar geo-tagging, ou seja, marcar a foto através da localização.

O aparelho tem toda e qualquer conectividade: Wi-Fi, Bluetooth full, Mail for Exchange, contas Voip e IM (Instant Messaging), saída de TV e contas de “partilhamento” com Facebook, OVI, Flickr ou outras redes, como a Tweego. Tem também sincronização com PC via PC Suite. Também traz o Transmissor FM, que já foi liberado no Brasil pela Anatel.

O leitor de mídias (funciona como uma galeria de mídia, algo assim, confundo porque o aparelho que estou testando só usa português de Portugal) organiza vídeos, músicas, rádio pela internet, mixing de músicas (um randômico). O aparelho oferece também o pacote básico Nokia – OVI Mapas, acesso direto à comunidade OVI, além de funções de visualização de PDF e pacote “Office” – na verdade, um simulacro com Sheet to Go (planilhas); Slideshow to Go (Powerpoint) e Word to Go (Word).

Para entrada de texto, pode-se usar o teclado físico, QWERTY; o virtual; acionar o recurso de conclusão de palavras; capitalização automática e inserção de espaços após as palavras. Tudo para que se escreva mais rápido. Todos os formatos de teclado são confortáveis. E para quem não gosta de nada disso, o aparelho traz a velha canetinha stylus (que pra mim não serve, detesto!) Ah sim: a visualização da agenda é deliciosa – para quem precisa muito dela, como eu, o tamanho da tela ajuda um bocado.

Se pudesse usar outra palavra para definir o N900 além de multitarefas, eu usaria “personificável”. O usuário pode ter a tela que desejar, com os aplicativos que quiser, com o formato, a proteção de tela que lhe apetecer. Para incluir um widget, basta clicar uma vez na tela da área de trabalho que imediatamente aparece uma simpática abinha que oferece a adição de atalhos/marcadores/widgets em geral/opções de alteração de background/temas.

Senti falta de acelerômetro (sensor de rotação de tela). Mas estava satisfeita em brincar de mudar a cara da área de trabalho e de acessar o browser do Maemo, que é sensacional! Aliás, o aparelho é rápido, mesmo o processador sendo um ARM de 600MHz.

A nota final poderia ser um 10. Mas não dá: os 181 gramas atrapalham, assim como os 10.9 x 59.8 x 18 mm de dimensão. Mas que uma tela de 3,5 polegadas, combinada com aplicativos, rapidez, personificação simples e o melhor multitarefas do mercado ajudam, ajudam. Assim, rola um 8,5 com louvor!


  1. Milton Toshiba diz:

    Semana passada peguei um na mão de um amigo executivo que viaja constantemente, mas não me encantou. Pesado mesmo e feio, acho que não largo mais a Apple

    =)

  2. Não, eu gosto dos modelos “quadrados”, até porque ajustam melhor às mãos. Eu estava louco para comprar o N900 e procurei após seu lançamento em várias lojas, mas acredito que apenas na Loja Nokia. Fiquei frustrado, pois não queria comprar pela internet sem antes “brincar” por uns 15 minutos e ter a certeza de trocar o Symbian pelo Maemo. Mas… Mas… Encontrei o Milestone (Motorola que não sou fã), mas o que mais me encantou não foi o modelo quadradão e suas funcionalidade que são muito boas, mas o sistema Android. Já brinquei com o iPhone OS, Symbian, Windows Mobile e agora Android. E virei fã, pois utilizo mais de 10 produtos do(a) Google todos os dias. E o percebo agora (aconteceu comigo) é que igualmente ao fabricante é o sistema que ele utiliza. Hoje é comum o usuário escolher: HTC com Windows Mobile ou HTC com Android. Isso é ótimo. No meu caso, 95% decisivo para comprar meu Milestone foi o Android. ;)

    Forte abraço!

  3. As evidentes qualidades, bem apontadas aqui pela Elis, não compensam os problemas: é um tijolo que só funciona na horizontal, com português de Portugal e que chega ao País com um ano de atraso, por quase R$ 2 mil(o iPhone4 16G custa R$ 1.700, se não me engano). Roda Maemo, já em fim de linha (será trocado pelo MeeGo). Aguardemos o N8, que promete mais.

  4. Não compare ele com o Iphone… Troquei o meu n900 por um iphone 4, q infelicidade!!!!!! O N900 humilha com as maos amarradas nas costas o iphone 4, sim, vc pode dizer, o iphone tem trocentos apps e jogos e uma tela incrivel, mas é só….

    O n900 tem um S.O. inacreditavemente bom, nao to nem ai se está em fim de linha, muuuito melhor q esses outros ai no mercado, ele sim é um verdadeiro Linux, quem usa sabe o que estou dizendo…

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