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Redes sociais na “firma”. Pode?

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As empresas ainda estão meio confusas a respeito da adoção das redes sociais – têm ouvido falar que o investimento (ainda que baixo) compensa, mas ao mesmo tempo ficam presas às velhas técnicas de comunicação e publicidade. E mesmo quando decidem assumir a cultura digital “para fora”, dentro de casa o cenário é outro. Para muitas, Facebook, Twitter, Orkut, Flickr, Youtube e cia tiram a atenção dos funcionários e, portanto, precisam ser combatidos. Para outras, no entanto, a hora da abertura está chegando (oba!): de acordo com a empresa de segurança Palo Alto Networks, o uso de redes sociais e o compartilhamento de arquivos via browsers nas redes corporativas cresceu explosivamente em todo o mundo nos últimos meses de 2011.

O acesso ao Twitter no trabalho, por exemplo, cresceu mais de 700% entre abril 2011 e novembro de 2011, em comparação com igual período de 2010. De forma geral, o uso de redes sociais no ambiente de trabalho, incluindo postagens e aplicações, aumentou 300% no período. O levantamento considerou tráfego de aplicações de mais de 1.600 empresas.

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GooglePlex

A análise revela que desde outubro de 2010 o consumo de largura de banda para aplicativos do Facebook, plug-ins sociais e postagens cresceu de 5% (em outubro 2010) para 25% (em dezembro de 2011), em relação à largura de banda total de rede social.

Contem pra mim: na “firma” onde vocês trabalham, o acesso é liberado ou tem restrições? Eu tenho uma opinião muito firme a respeito: antes de mais nada, chega de ingenuidade – é impossível proibir. Mesmo que o funcionário tenha todas as portas lacradas em sua estação de trabalho, ele vai checar o Twitter ou o Facebook sempre que rolar uma brechinha, ainda mais na era dos smartphones. Como sabemos que a mobilidade é irreversível, é chegada a hora de abandonar a hipocrisia. Pior: impedir o funcionário de se comunicar beira a antipatia.

Isso me lembra uma visita que fiz ao GooglePlex. A primeira impressão é de que você está num playground ou um Kid´s Place desses da vida. É brinquedo por todos os lados, puffs, mesas de sinuca, lan houses com games à disposição, tudo muito lúdico. Comparei mentalmente com a antiga “firma” e perguntei ao presidente do Google à época: como você sabe que seu funcionário vai produzir se oferece tantas opções de distração? A resposta resume o “modo Google de ser” e diferencia os googlelíderes da maioria das cabeças arcaicas que habitam as “firmas”: “quando eu contrato alguém, confio tanto na pessoa que sei que vai produzir. Funcionário mal, cansado e entediado não é criativo”.

Quem dera todos pensassem assim e chamassem pra si a responsabilidade – se contratou alguém que é tão péssimo profissional que só produzirá se estiver com o pé amarrado na cadeira, o erro é seu, gestor! Não dele…


  1. Olha, acho que tudo depende da política que a empresa tem para as redes sociais. Se ela está lá, não deveria proibir o colaborador de estar. Tem que confiar no seu profissional e que ele estará fazendo o melhor uso do tempo dele. E dele, saber que não existe mais a persona profissional e a persona pessoal, é tudo ao mesmo tempo agora. Pro bem e pro mal. Acredito muito no bom senso, é um termômetro indispensável. ;)

  2. Acho que pode, no caso na hora do lanche ou do almoço, na realidade é impossível mesmo proibir, como você mesma disse na era dos smartphones…Eu acredito que o melhor seria após o expediente, até porque o funcionário(a) que ver seu(ua) namorado(a) no facebook de papo com outro(a) vai perder o foco no trabalho.

    Beijos

  3. Trabalho numa das maiores consultorias financeiras do mundo, temos tudo (exceto VIMEO, não sei porquê) liberado. Facebook, Twitter, Youtube… Proibir Facebook no trabalho é atestado de incompetência de gestão de RH passado em cartório: é a prova de que o gestor não sabe como mensurar o desempenho do seu funcionário (a propósito: a palava “colaborador” é horrível). Se uma empresa possui uma política de avaliação clara, baseada em desempenho, ela não precisa ficar cuidando que horas o infeliz chega, sai, fica no almoço ou tira de férias. Mas como a maioria das empresas ainda está na década de 70 no que diz respeito a avaliação de desempenham, eles acabam avaliando a superfície: dão prêmios de “pontualidade”, proíbem o Facebook, punem o infeliz do funcionário se ele chega depois das 8:15, mas insistem que são “líderes” e que os funcionários são COLABORADORES, pois se acham uma empresa “muderna”. É triste.

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