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Vamos falar do Motorola Quench?
Depois do teste do Dext, chegou a vez de comentarmos o Motorola Quench, modelo que está comigo para testes e também é muito simpático.
Pra começo de conversa, vale dizer que os dois são bem diferentes, apesar de rodarem o mesmo sistema operacional: Android. O Quench me parece “mais feminino”, mas a sensação pode ser efeito da capinha vermelha que veste o modelo que chegou pra eu testar. Para os homens (ou mulheres, digamos, mais sóbrias), no entanto, no kit vem uma capa sobressalente, em cor mais “solene” – um cinza bem discreto.
O Android (1.5, vulgo Cupcake), travestido de interface MotoBlur, transforma a navegação numa experiência muito simples. O touchscreen, capacitivo, é gostoso de mexer e se assemelha muito ao do iPhone, tirando o multitouching, que o Quench não tem.
O Quench também tem acelerômetro, ou seja, a tela “roda” da vertical para a horizontal, de forma um pouco mais lenta que o iPhone, mas nada que incomode.
O modelo tem Wi-Fi, Bluetooth (que não permite troca de arquivos, infelizmente), geo-tagging (marcação de imagens pela localização) e rádio FM stereo. O chip (Qualcomm) é de 528MHz, ou seja, não é dos mais rápidos do mercado, mas também não pode ser considerado lento. Traz cartão microSD de 2GB no pacote (expansível para até 32GB) e GPS, como não podia deixar de ser. Ou seja, ele tem tudo o que a maioria dos celulares têm, e isso é bom. Principalmente porque ele é voltado para a massa – não é um high end, embora tenha todas as funções de um.
O pacotão Google, comum nos modelos Android, dá uma agradável sensação de familiaridade – estão lá o Google Maps, o YouTube, o GTalk, o Gmail e a busca Google.
A câmera é excelente – dá um banho na do iPhone 3GS – é de 5 megapixels, com autofocus, flash LED e grava vídeos. Depois que a imagem é capturada, há um ícone à disposição na tela para compartilhamento imediato – seja para Picasa, e-mail (e Gmail), mensagem multimídia e compartilhamento de fotos Motoblur.
A tela inicial é menos poluída que a do Dext – mas também permite acesso rápido a redes sociais, contatos, navegador, etc. O usuário, aliás, tem plena liberdade para configurar a página inicial (desktop) do aparelho, escondendo ou abrindo todas as funções através da aba retrátil. E não precisa ser um gênio para fazer isso, basta clicar (logo de cara) em “novidades” e configurar o que se deseja ter na tela. Que aliás, tem um tamanho bastante confortável – 3.1 polegadas, total touchscreen. O aparelho conta também com a ajuda de cinco botões (Menu, Busca, Home e, o do meio, um pouco mais duro, faz as vezes de “enter”).
Para quem necessita de aplicativos de trabalho, o Quench fica devendo – só tem visualizador de documentos, mas quem precisa disso tendo em mãos um aparelho tão friendly – que me desculpem o estrangeirismo, mas só essa palavra me vem à mente para definir o Quench.
Aliás, um dos segredos do Quench é justamente ser amigável – na configuração, na navegação e no preço – no Submarino, ele sai por R$ 999.
Motorola Dext: simpático e divertido
Já estou brincando com um Motorola Dext há algum tempo (obrigada pela paciência, Motorola!) e fiquei bem encantada com o aparelho. Primeiro porque a interface Android (ele usa versão Android OS, v1.5) melhorou muito, ficou mais intuitiva e ganhou um verniz simpático que, sinceramente, vai ser muito difícil suplantar.
Não é à toa, assim, que a Motorola e muitas outras marcas resolveram apostar no sistema que nasceu dentro da Open Handset Alliance (OHA), capitaneada pelo Google.
O Dext aposta na personalização e na conexão do usuário (um público mais jovem, dá para notar pela interface) que está interessado em redes sociais.
Se este é o objetivo principal, o Dext atingiu sua meta. Além dos aplicativos “instaláveis” na área de trabalho, o aparelho também trabalha com o conceito de “aba retrátil”, típica do mundo Android, que deixa ali, no cantinho, todas as funções básicas de quaisquer celulares, como configurações, programas clássicos, e-mail, além da parte multimídia como galeria de imagens e de vídeos, câmera de fotos (5 megapixels) e filmadora.
O aparelho tem 1GB de memória interna, o que não é muito comum – iPhones têm muito mais, mas não aceitam cartões de memória. No caso do Dext, ele aceita cartões microSD e já traz um de 2GB incluído.
A bateria é de impressionar – em stand-by fica carregado mais de 320 horas. E isso eu testei até a última gota. E é fato. Aliás, para quem achava que a Motorola nunca mais ia acabar com péssimo gerenciamento de bateria, acreditem que esse não é mais um problema, pelo menos não grave. Se você usar muito a internet para acesso a e-mail e redes sociais, não há bateria que resista muito tempo.
A entrada de dados tanto se dá na tela (touch) quanto via teclado full QWERTY, o que ajuda na hora de trocar mensagens via redes sociais ou aplicativos de mensagens instantâneas.
Vamos falar mais do Dext e também do Quench, que também testei.


