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Reflexões…comentário de leitor

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Eis a opinião sobre o assunto “desbloqueio de aparelhos como estratégia para crescer” de quem entende do assunto: Luis Minoru Shibata.

“Até pouco tempo atrás quando estava mais envolvido com isso, as pesquisas sempre mostravam cobertura como o item prioritário para os consumidores. O problema é que até por falta de esclarecimento, muita gente confunde se a qualidade do serviço está bom/ruim por causa da rede ou por causa do aparelho (Ex. Esse aparelho não pega X A rede da operadora A é muito ruim).

Com o aumento da utilização, o item “bateria” se tornou importante, que para o consumidor é o aparelho. Porém, vale ressaltar que a performance da bateria depende da cobertura da operadora, mas que não é de conhecimento público geral. Quanto melhor a cobertura, menos energia do aparelho é gasta. Quanto ao desbloqueio, as operadoras estão testando novos modelos. Até porque a compra de aparelhos começou a ser menos racional e mais emocional (valor é “secundário”).

Assim, as operadoras estão mantendo o “custo de aquisição/manutenção de clientes” mas trocando de foco. Ou seja, ao invés de subsidiar aparelhos, melhorar a comunicação e o serviço de atendimento. O interessante será ver como os fabricantes irão se comportar, já que hoje eles venderam “mais” graças ao subsídio das operadoras. Indo direto para o varejo/usuário, a tendência é também haver uma mudança (distribuição, comunicação, etc.). Mas também… os fabricantes deixar de ser tão “fiéis” as operadoras, ou seja, para vender mais terão que embutir aplicações e conteúdo, que até hoje foi muito em parceria com as operadoras. Ou seja, a mudança não é tão “simples assim”. Veremos icon smile Reflexões...comentário de leitor


Reflexões sobre celulares desbloqueados

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Confesso que tenho muita resistência ao marketing da Oi. Tirando o “ligador”, personagem que considero bastante simpático, e aquelas crianças fofíssimas que falam “Oi” ao final dos anúncios, acho que a operadora, digamos, usa bastante maquiagem na hora de fazer seu marketing.

Exemplos: quando ela lançou a campanha do desbloqueio dos celulares, com aquele papo de que era a favor da liberdade do usuário, fiquei chocada com tamanha cara de pau, uma vez que 1) a operadora passou anos bloqueando celulares; 2) se não subsidia celulares, vender desbloqueado é fácil, certo? Porque para a operadora receber de volta o investimento que faz no subsídio dos celulares, ela precisa no mínimo de um período para garantir o retorno do investimento, e isso é feito através do tal plano de fidelidade. Não à toa a Anatel liberou o bloqueio dos aparelhos em caso de subsídio.

Mas confesso que fiquei surpresa com a notícia da TIM – a operadora decidiu passar a vender seus celulares desbloqueados, da mesma forma que a Oi, só que mantendo o subsídio. Atitude corajosa, porque os clientes de telefonia celular não costumam ser fieis…a não ser pelos aparelhos. Ou seja, se uma operadora me oferece um celular melhor, lá vou eu, troco fácil fácil, mas se o aparelho é desbloqueado e uma outra operadora oferece tarifas menores, saio rapidinho da primeira e vou para a segunda. O que, no jargão “telefônico”, é chamado de “churn”, quando o cliente sai de uma operadora e vai para outra, seja pelo motivo que for. E normalmente o motivo é o celular oferecido.

A TIM precisava mesmo de uma aposta dessas. Apesar de oferecer os celulares mais modernos e de ter bons planos e serviços, a operadora ainda tem uma aura de “velha, obsoleta, ultrapassada”. E não é. Enquanto isso, a Oi e sua eterna cara de pau continua sendo a “moderna”, mas segue investindo pouco nas novidades tecnológicas. Um exemplo? Só lançou o iPhone 3GS meses depois da concorrência. Muitos meses. E o 3G dela eu ainda nem tive coragem de testar, porque o Velox anda “baleiando” um bocado.

Seja da forma que for, a TIM também não pretende ficar no prejuízo – deve oferecer descontos na mensalidade para manter o cliente fiel, melhorar os serviços, tudo para aumentar o número de assinantes. Porque Vivo e Claro estão disparadas na frente, oferecendo os maiores subsídios e, sim, prendendo os clientes a contratos de fidelidade. Afinal, o que nós, clientes, preferimos – um preço menor no aparelho, uma tarifa mais justa, uma tecnologia e uma cobertura melhores?

Essa é a pergunta que eu faço a vocês: por que motivo vocês escolhem suas operadoras? Pelos aparelhos, pelo serviço, cobertura, marketing?