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Ser multitarefas

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A maior parte dos meus amigos me considera um ser maluco, multitarefas, que vive pulando de um lado pro outro, escrevendo prali e praqui. Que joga nas 11, que está sempre em movimento. Já fui mais, confesso. Ser multitarefas é difícil pacas. Ainda mais quando a gente passa por um período de estabilidade, depois de anos de correria insana. A inércia é perigosa – nos leva à preguiça. Sei que parece pensamento de quem está tentando se acostumar a se dar de presente algum tempinho, mesmo que uma horinha por dia, praticando o “nadismo” (ato puro e simples de fazer nada).

Nenhum teste de celular, nenhuma coluna, nenhum post no Facebook, nenhum tweet… para não sofrer de abstinência grave, um joguinho no iPad, que é pra não abandonar o coitadinho.

multi Ser multitarefas

Tenho me dado alguns momentos de presente – e, ao mesmo tempo, tento oferecer mais a minha presença ao Gui, meu bichinho que já está com 3 anos e meio (sim, gente, é uma loucura, o tempo voa!). E tentado buscar o MEU assunto, o MEU tema. Uma coisa é certa: preciso blogar, escrever, compartilhar, reatar com os espaços virtuais, escrever sem tema. Ou melhor: com tema – o nada e o tudo, tudo junto e misturado. Vamos tentar, né? Vocês ainda me aceitam?

Dia desses estava dando uma palestra e, quando me apresentei para o público, disse que era jornalista especializada em tecnologia (um pouco distante no momento), que trabalhava com mídias digitais, tricolor, mãe do Gui, Elvismaníaca, colunista e… quando fui falar blogueira a língua travou e entristeci. Será que ainda posso me chamar assim? Por decidir que posso, voltei. E daqui não saio mais!


Off topic: briga, briga, briga

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É o que todo mundo quer, parece. A internet traz o melhor das pessoas – afinal, não se fala por aí na “nova era da generosidade”? Mas traz também todas aquelas idiossincrasias que nos definem – somos humanos e, por isso mesmo, erramos. E não é pouco.

Hoje perdi um pouco de tempo navegando por alguns sites de celebridades (ou pelo menos aquilo que se crê ser celebridade) e me apavorei ao descobrir que gente teoricamente séria – jornalistas, apresentadores de jornais etc – travam batalhas homéricas umas contra as outras. É o “Fantástico” contra o “Pânico na TV”, apresentador de programa de esporte defendendo emissora, pessoas esculachando umas às outras via Twitter tentando vestir a camisa das empresas nas quais trabalham. Que bobagem… nós não SOMOS empregados, apenas ESTAMOS. Qualquer dia, levamos um pé no bumbum e o que nos resta é, ó Céus, nós mesmos!

Descobri também que há blogueiro que ganha a vida fazendo cyberbullying contra atores, apresentadores, jornalistas, esse povo que, maluco, dá as caras na telinha da TV. É isso mesmo: a baixaria em busca do Ibope chegou aos blogs e ainda bem que eu não sabia disso. Quem bolinar mais ganha mais visibilidade… o que me leva a crer que todos nós, o público, queremos mesmo é ver sangue. Ou sentir a agradável sensação da “vergonha alheia”, aquilo que me faz desligar a TV quando aparece o Felipe Neto no Esporte Espetacular (ó a blogueira aqui buscando sangue…).

Queremos mesmo é que os outros se estrepem pra gente ficar rindo. Como disse a Rosana Hermann, quero que o outro seja ruim pra eu me sentir bom. Acho que isso pode explicar muita coisa por aí.

Ah sim: #prontofalei


Reminiscências blogueiras

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Sou de um tempo em que não havia redes sociais – pelo menos não nos moldes das que existem hoje. Conversávamos por IRC; depois, por ICQ, MSN e nas deliciosas caixinhas de comentários em blogs. Não cheguei a entrar no Friendster, mas adorei quando nasceu o Fotolog – ainda tenho uma conta registrada, embora não suba fotos há, sei lá, uns seis anos.

Também sinto saudades do Multiply, onde publicava umas poesias meio tortas e fotos. Foi ali que comecei a descobrir que havia uma demanda por locais específicos para conversas coletivas. Conversar com a mesma pessoa todo dia não tinha mais graça – o legal era todo mundo falar com todo mundo. No Fotolog era assim, e as comunidades que se formaram lá ainda resistem bravamente – vide o caso dos amigos do blog da Tia Cora Rónai, que estão firmes e fortes com ela desde então.

Os blogs também eram comunidades especiais, de gente que trocava ideias – discutíamos o tudo e o nada; falávamos de filmes, artes e de vida. A nossa e a dos amigos. Todo mundo falava com todos e as caixinhas de comentários bombavam. Os blogs já eram redes sociais, pelo menos para quem sabia usá-los. É o caso do meu querido Alexandre Inagaki e seu maravilhoso “Pensar enlouquece – pense nisso”. Éramos uma comunidade tão unida que torcíamos uns pelos outros, tínhamos amigos em comum e conversávamos sobre profissão, dia a dia, decepções, alegrias, vitórias e derrotas.

O Orkut só veio mostrar aquilo que a rede dos blogs (eu sempre a chamei de “ring”, anel que reunia pessoas com interesses afins) já estava cansada de saber: o que importava era estar em contato com nossa rede de conhecidos.

Tais blogueiros foram juntos testar aquela novidade. Que foi mais uma, afinal, as redes sociais não nasceram com o Orkut, elas sempre existiram, as ferramentas é que foram se diversificando, tornando-se mais “tempo real” e mais simples – afinal, antes do RSS era preciso visitar os blogs diariamente, o que fazíamos com prazer, vale lembrar.

Eu por exemplo entrava todos os dias no “Pensar enlouquece”, no “Sub Rosa”, no “Internet etc”, no “Repórter Mosca”, no “Drops da Fal“, no “Marina W.), era tanta gente boa escrevendo que os comentários eram quase instantâneos, tamanho o frisson que os textos provocavam. Eram como borboletas no nosso estômago, copiando uma expressão americana.

Sinto falta do “ring”. Quase não se comenta mais em blogs – foi natural a migração dos comentários para o Twitter e Facebook, haja vista que fica muito mais fácil interagir assim. Mas perdeu-se um pouco do encanto de termos espaços de criação, de beleza, de louvor à amizade. Agora, continuo acompanhando meus colegas de blog e outros entraram para a lista. Mas nunca mais foi a mesma coisa. Saudosista, eu?


As muitas pernas da mobilidade

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Meus amigos, saudades de vocês! Passo tanto tempo twittando e facebookando que tenho a impressão de que estamos sempre conversando. Mas é claro que nem todo mundo é obrigado – como eu, por questões profissionais – a ficar online o dia todo nas redes.

O negócio é que o Telefonia etc deixou de ser apenas Telefonia para ser mais um ETC há muito tempo. E vou explicar porque: assim como aconteceu com os computadores, o universo da mobilidade sofreu mutações, evoluiu tanto que os produtos antes inéditos e absurdamente inovadores viraram commodities. Todo mundo entende um pouco de telefonia hoje – estou falando, claro, da telefonia pessoal, e não da infraestrutura e da tecnologia que fazem a roda da mobilidade girar aqui do nosso lado.

mobility As muitas pernas da mobilidadeTodo mundo sabe o que é Bluetooth, busca um celular com câmera digital, uma tela confortável e, se não tem, cogita ter um aparelho à mão para navegar na internet, certo? Por isso, a tal consultoria básica de tecnologia, que marcou muito a minha carreira na era dos desktops, e que depois migrou para os celulares, agora migra para outras áreas do conhecimento. Continuo testando celulares quando posso, recebo muitos para análise e pretendo continuar fazendo isso. Mas também quero conversar sobre os frutos da mobilidade, como uma nova forma de uso da tecnologia, que passa a ser cada vez mais pessoal.

As redes sociais são apenas UM uso que se extrai e que se pretende extrair da mobilidade. E é aqui que pretendo conversar com vocês. Como a tecnologia deixou de ser tecnologia pura e simples e se tornou apenas um meio para se chegar a um fim. Sacaram?

O que quero dizer com isso é que a ideia de escrever só sobre telefones, mesmo que espertos como a maioria é hoje, me parece simplista. Quero convidar vocês a pensar em muitas coisas junto comigo, em todas as outras redes das quais faço parte e colunas que assino – TechTudo da Globo.com; Fórum PCs; Just Ask Gemalto (JAG Brasil); Por que a gente é assim?, ITMídia, Twitter meu e do Telefonia etc, Facebook e por aí vai. O que não falta é assunto, né?


Palestras: nós, cara a cara

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Para quem acompanha meu Twitter e meu Facebook, não é surpresa dizer que tenho andado muito por aí dando palestras sobre Cultura Digital, assunto dos mais queridos por mim.

Na semana passada, estive em Recife, na Feira do Empreendedor do Sebrae-PE, falando também sobre o assunto mais comum aqui neste blog: telecomunicações. Tratamos do tema “Telecomunicações para pequenas e médias empresas”e o que não faltou foi assunto.

Quem quiser conferir as palestras, estou inserindo aos poucos no Slideshare no endereço www.slideshare.com/elismonteiro.

A próxima palestra que vou publicar lá será a que fechou o ciclo que ministrei na universidade Estácio de Sá – foram três encontros, um no campus Rebouças, outro no campus Madureira e, o terceiro, no campus Niterói.

No final deste mês darei uma palestra no evento ViaFestas em pleno alto-mar! Sim, isso mesmo, virei a Roberto Carlos da Cultura Digital!