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A privacidade nossa de cada dia
Regis Thomé – especial para o Telefonia etc
Há alguns dias o Facebook se envolveu em mais uma polêmica no que se refere à privacidade de seus usuários. Dessa vez, a empresa de Mark Zuckerberg ativou sem avisar o recurso de reconhecimento facial. O normal e aceitável seria a empresa informar que possui o recurso e quem quisesse que o ativasse por sua conta e risco (quem não viu pode ler aqui: http://glo.bo/jF1Z37).
Quem acompanha o Facebook há algum tempo sabe que essa não foi a primeira “escorregada” da empresa no quesito privacidade. A própria criação do Feed de notícias em 2006 gerou enorme gritaria entre os membros da rede. A questão é que a visão de privacidade do mais jovem bilionário do mundo é praticamente nula. “O Facebook se baseia na radical premissa social de que uma transparência inevitável e generalizada tomará conta da vida moderna” escreveu David Kirkpatrick no livro “O efeito Facebook”. Para Zuckerberg, todos devemos ter uma única identidade e nossa vida deve ser o mais transparente possível. Levando-se em conta esses pensamentos e o histórico da rede, não é difícil prever que continuarão ocorrendo problemas relativos à privacidade na maior rede social do mundo e temos que ficar bem atentos.
O fato é que quanto mais pegadas deixamos na internet, mais exposta está a nossa vida. Dificilmente apagamos alguma foto ou post que colocamos na rede e com isso vamos formando, involuntariamente, um grande banco de dados sobre nós mesmos o qual não fazemos nem ideia. Quer exemplos? Acesse os sites http://123people.com ou http://pipl.com, coloque seu nome e veja o quanto de você está acessível a qualquer pessoa.
Nossa privacidade hoje é a moeda de troca para termos tantos bons serviços de forma gratuita. Duvida? Abra sua página no Gmail e veja se os anúncios que aparecem não guardam estreita relação com os conteúdos dos seus e-mails. Todos são assim, não só o gigante das buscas.
Realmente fico me perguntando aonde vamos parar com tanta tecnologia a nosso dispor querendo a nossa privacidade em troca. Na semana passada, o Google anunciou uma melhoria no seu sistema de buscas que inclui a possibilidade da busca por imagem. No vídeo de lançamento do novo serviço são mostradas pesquisas através de imagens de paisagens e monumentos, vejam:
Impressionante, não acham? Fico me perguntando somente quanto tempo levará até lançarem uma ferramenta onde se possa saber tudo de uma pessoa apenas com a foto dela. Já pensaram se algum ser do mal tirar uma foto sua, colocar na internet e descobrir seus hábitos, costumes e etc.?
PS: No Facebook, para desativar o recurso de reconhecimento facial, vá até o menu “Conta”, opção “Configurações de privacidade”, depois selecione “Personalizar configurações” e em seguida “Sugerir fotos minhas a amigos”. Clique em “Editar configurações” e mude o status de “Ativado” para “Desativado”.
Google Wave: nesta onda eu vou
Já que estamos falando de mergulho, que tal falarmos de onda? Pois aderi ao Google Wave, a nova abordagem da Google para ferramentas de comunicação. O que achei? À primeira vista, fiquei muito confusa. Mas dei sorte e encontrei vários amigos plugados por lá, que me ajudaram a desbravar um pouco o novo território.

Por que estou falando isso? Um colega meu de trabalho, nerd de formação, indiano de nascimento e brasileiro por adoção, está no Wave há umas semanas e ainda não conseguiu achar muitas pessoas por lá. Assim, ele anda solitário e eu entrei mais pra dar uma força. Imaginem um Facebook e um Orkut sem pessoas para conversar/ler/compartilhar?
O que posso dizer do Wave depois de um dia de navegação? Que me parece uma solução ótima para o trabalho em conjunto – as tais “Waves” são assuntos, temas, debates que você cria e agrega pessoas para colaborar/discutir. Logo no primeiro dia, fui convidada a participar de uma Wave de dicas sobre… Google Wave!
É legal porque as pessoas ficam conversando todas na mesma tela, como um grande chat. E elas nem precisam estar na sua lista – basta estarem surfando na mesma “Wave”, ou seja, “onda”. Essa ideia, cá entre nós, é sensacional!
Ainda não deu tempo de testar a ferramenta de compartilhamento/edição conjunta de arquivos, mas estou doida para ver qual é.
Ah sim: consegui meu convite através de uma fonte do Google e ainda não tenho convites para doar. Já tenho umas quatro encomendas e depois posso pensar em doar para vocês
TIM vai lançar Android no Brasil
É fato consumado: a TIM será a primeira operadora a vender celulares com o sistema operacional Android no Brasil (lembrando que o G1, que eu testei, não foi lançado aqui).
A operadora vai trabalhar com vários modelos, mas o primeiro será o Samsung I7500L, mais conhecido pela Europa como Galaxy. A Anatel homologou o modelo no último dia 20 de julho e ele será o primeiro da marca no Brasil a levar o sistema operacional Android.
O anúncio oficial será feito em alguns dias.
Android no Brasil

Essa veio dos meus queridos do Zumo, que por sua vez acharam no Gizmodo: a TIM vai lançar o primeiro aparelho rodando Android no Brasil, através de parceria com a Huawei.
Trata-se do modelo U8220, já apresentado pela Huawei no GSM Congress, em Barcelona, em fevereiro. O modelo é um touchscreen com tela de 3,5mm, câmera de 3 megapixels, Bluetooth, Wi-Fi e etc.
O que significa um modelo rodando Android? Portas mais abertas para o mundo Google – e todos os seus aplicativos, incluindo aqui o Market, de compra de programetos.


