A TIM anunciou um plano pré-pago de acesso móvel à internet para clientes de planos… pré-pagos, pelo preço de R$ 2,90. Como assim? Vamos explicar: o pacote é DIÁRIO e oferece 40MB para uso em celulares – a operadora aposta no uso de redes sociais, navegação na web, acesso a e-mails, programas de mensagens instantâneas e acesso ao Portal TIM WAP (onde há notícias, jogos, músicas, wallpapers, vídeos, etc).

O lançamento faz sentido: assinantes de planos pré-pagos representam mais de 80% da base de assinantes da operadora (a média é quase a mesma do mercado).

O pacote funciona na rede 2G e na 3G. Para usar os serviços, basta o assinante ter um aparelho compatível com o serviço que deseja usar e contratar o pacote em qualquer uma das 2.900 cidades com cobertura TIM. O cliente pode contratar o pacote quantas vezes quiser, basta ter créditos suficientes. A adesão pode ser feita diretamente pelo aparelho – basta enviar uma mensagem (gratuita) com a palavra 24H para o número 1616 ou pelo site www.tim.com.br.

Quem é cliente de planos pós-pagos podem assinar pacotes de internet no celular por preços que vão de R$ 9,90 (100 MB). Já o plano ilimitado com velocidade de até 300 Kbps custa R$ 49,90.

Há algum tempo venho analisando o mercado de telecom e tenho tentado definir qual é o caminho do acesso móvel à internet. Sempre achei os celulares pequenos demais para uma navegação cômoda e, os notebooks, grandes demais. Isso tudo mundo sabe.

Aí surgiram os netbooks – notebooks menores, com pouca memória, na maioria das vezes sem HD mas pouca alma multimídia. E usando, claro, os serviços de cloud computing para armazenamento de arquivos.

Muitos passaram a considerar esta a salvação da colheita. Até eu. Mas ainda me incomodavam 1) a tela pequena demais; 2) a reprodução de vídeos, fraquinha; 3) a autonomia da bateria, um perigo.

Eis que esta semana almoço com o Richard Cameron, fonte minha das antigas e amigo querido que ocupa o cargo de diretor-geral da Nvidia para o Brasil e América Latina.

E o que ele me apresenta? Um tal Smartbook, protótipo de uma série que vai ser lançada aos poucos, por preços módicos e com acesso móvel (via plaquinha 3G ou chip).

E do que se trata o brinquedinho? Um aparelho menor que um netbook, com tela de 9 polegadas (haverá outras versões com telas de 10 polegadas) e GPU capaz de processar vídeos em full HD.

Mas e o teclado, como fica? Afinal, para pessoas com mãos pequenas como eu qualquer um é suficiente; mas para mãos masculinas, por exemplo, um teclado de netbook é pequeno e incômodo demais.

Pois a Nvidia vai lançar Smartbooks com teclados com 85% do tamanho dos “normais”, o que é suficiente para uma digitação confortável para mãos de quaisquer tamanhos.

O Richard me demonstrou a execução de vídeos e a qualidade é (só posso usar esta expressão) BIZARRA.
Outra coisa: a GPU é capaz de rodar tanto processadores como os dos celulares (do tipo ARM) como processadores de alto desempenho para processamento gráfico, especialidade da companhia. Ops, é isso mesmo!

O SO é Windows CE, mas isso nem incomoda, já que a interface é a mais simples possível. A ideia é que o aparelho seja totalmente plug-and-play. E só pra complementar (depois volto ao assunto): a autonomia da bateria é de VINTE dias em stand by.

Depois passo mais especificações técnicas, mas só posso dizer que as coisas vão mudar muito daqui pra frente com a chegada de mais essa espécie de “PC”.