Dizem que a primeira impressão é a que fica. Espero que não. Também dizem por aí que quando “dá liga” fica difícil voltar atrás, pensando em relacionamentos. Espero que não.
Pois foram essas duas coisas que aconteceram comigo e o Nokia N97. Não vou dizer que achei o celular perfeito (o teclado, por exemplo, me incomodou um pouco – para inserir o “ponto” é preciso usar as duas mãos ao mesmo tempo, numa meia ginástica, mas acho que posso achar uma nova forma de acesso).
Gostei principalmente da possibilidade de personalização da página inicial -você pode carregar ícones de lá para cá, inserir ou remover conteúdos (ou seja, aplicativos) na tela de trabalho (toda touchscreen, resistivo mas não muito duro) e, melhor que tudo isso, “aplicar” redes sociais e vê-las se atualizando na página principal. Delícia. Delícia duas vezes. E três vezes. Sim, sim, o iPhone tem o push de aplicações, mas não é a mesma coisa do que poder ver as “coisas rolando” assim ao vivo, na tela.

A OVI Store já tem muita coisa, tudo free – o primeiro aplicativo que baixei foi o Gravity (para usar o Twitter, claro) e de cara percebi que o programinha é bem diferente do Twitterrific e do Echofon, os dois que tenho usado no meu iPhone (não me perguntem se é melhor porque ainda não deu tempo pra eu formar uma opinião a respeito). Mesmo assim, ainda acho que a Nokia pode melhorar um pouco a apresentação dos aplicativos e a navegação dentro da “loja”. As categorias são visíveis, mas ainda pouco compreensíveis.
Não gostei do aplicativo de Facebook, que já vem instalado (pelo menos no aparelho que está comigo veio). Lento, meio confuso e difícil de ler todas as atualizações de status. Confesso que estudei minuciosamente este detalhe porque muito me interessa, E não posso aprová-lo, mas sou otimista e acredito mesmo que tudo na vida tem jeito, menos a morte. Mesmo assim, para quem nunca usou o Facebook em outro celular a aplicação serve como “degustação”.
Também baixei o Opera Mobile 10, browser da Opera Software que é levinho e roda até em celulares não tão “espertos” quanto o N97.
O Symbian continua batendo um bolão, pelo menos neste modelo – a versão usada é a s60. Rapidão (diferentemente do Android, que anda meio travadinho) e eficiente, também continua bastante intuitivo. Ou seja, para aqueles que conhecem o sistema, navegar no N97 é moleza.
O que eu disse lá no começo é que “rolou um lance especial” entre eu e o N97, uma química gostosa que me fez ter vontade de voltar para brincar com ele. O que vou fazer agora. Assim, se me dão licença…

