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Bombardeio de informações
Tenho pensado muito sobre como será o futuro do meu filhotinho Gui – que já está com 3 anos e 8 meses. Qual será sua carreira? Vai ser médico, engenheiro como o pai, jornalista como a mãe, nerd (como os dois) ou alto executivo de alguma empresa? E se quiser ser artista ou jogador de futebol? Seja como for, quero que ele não cometa os mesmos erros que nós – que não se deixe levar por pessoas mal intencionadas, que não engula sapos por mais tempo do que o estritamente necessário, que saiba dizer não [a mais difícil arte desta vida].
Também conjecturo sobre como será a vida tecnológica do meu rebento, como não podia deixar de ser. Já tenho plena consciência de que ele terá uma relação muito mais íntima com os gadgets. Sei que ele usará a voz para controlar os aparelhos; que sua TV será touchscreen e que responderá a seus comandos. Ele vai tirar tudo isso de letra, assim como todos de sua geração – batizada de Geração Z.
Mas não tenho certeza se ele saberá lidar com toda informação que receberá o tempo todo. Será que meu bebê vai ler como eu li a vida toda? Será que se interessará por Shakespeare, Kafka, Dostoievsky, Machado de Assis, como eu me interessava na infância? Será que vai gostar de escrever e aprenderá a escrever direito? Respeitará o português (e não estou me referindo ao personagem da novela das 21h)?
Nossos filhos e netos saberão o verdadeiro valor da introspecção? De que às vezes é necessário ficar um pouco só, ler um bom livro, descansar a cabeça no travesseiro, pensar, deixar-se levar pelo NADA? Será que nós mesmos já não estamos assim, antenados demais, preocupados demais, informados demais? E, no final das contas, estressados demais?
Digo isso porque uma de minhas maiores preocupações é sobre a forma como lidamos com tantas informações que recebemos. Filtramos muito pouco porque as fontes são muitas e nem sempre confiáveis. Recebemos notícias todos os segundos do dia, seja via Twitter, rádio, TV, anúncios, jornais, revistas, chats, SMS, MMS, cinema, Facebook, é tanta coisa circulando ao mesmo tempo que às vezes o importante fica para depois. E, amigos, essa não é uma fase. Não é uma febre. É uma nova realidade. Que veio para ficar. E se as redes forem morrendo no meio do caminho, outras surgirão.
A mídia pública chegou e hoje todo mundo tem alguma coisa a acrescentar. Isso me lembra minha mãezinha – jornalista por vocação e dona de casa por força do destino, ela sempre adorou me dar notícias. Chegou a me surpreender muitas vezes. Mas há pelo menos uns três anos mamãe não consegue mais chegar antes – eu sempre sei de tudo porque fico ligada nas redes sociais, sigo pessoas super antenadas e o que não me falta é fonte de informação. E bebo de todas elas.
Fico com saudades do tom de voz da minha mãe quando conseguia me contar alguma coisa antes de todo mundo. A certeza é que agora Dona Penha tem concorrente demais…
Palestras: nós, cara a cara
Para quem acompanha meu Twitter e meu Facebook, não é surpresa dizer que tenho andado muito por aí dando palestras sobre Cultura Digital, assunto dos mais queridos por mim.
Na semana passada, estive em Recife, na Feira do Empreendedor do Sebrae-PE, falando também sobre o assunto mais comum aqui neste blog: telecomunicações. Tratamos do tema “Telecomunicações para pequenas e médias empresas”e o que não faltou foi assunto.
Quem quiser conferir as palestras, estou inserindo aos poucos no Slideshare no endereço www.slideshare.com/elismonteiro.
A próxima palestra que vou publicar lá será a que fechou o ciclo que ministrei na universidade Estácio de Sá – foram três encontros, um no campus Rebouças, outro no campus Madureira e, o terceiro, no campus Niterói.
No final deste mês darei uma palestra no evento ViaFestas em pleno alto-mar! Sim, isso mesmo, virei a Roberto Carlos da Cultura Digital!
N97 Mini e as redes sociais
Acho que não cheguei a comentar o mais importante sobre o N97 Mini: ele foi criado pensando nos usuários de redes sociais. Assim, ele traz integração, por exemplo, com o Facebook, a rede mais usada mundo afora (no Brasil ainda é o Orkut).
A integração com o Facebook permite enviar mensagens e interagir com outros usuários. Além disso, o N97 mini terá outros recursos como Ovi Mapas (com navegação gratuita para pedestres) e conteúdo do Lonely Planet, Michelin e Wcities. Com isso, o smartphone funcionará, diz a Nokia, como uma espécie de “guia de viagens”.


